Aquarius
Hoje resolvi comentar um dos filmes mais polêmicos de 2016, Aquarius. Ele não tem uma história polêmica, mas o lançamento dele no festival de Cannes o tornou polêmico. Eu resolvi esquecer a minha visão política, ver o filme e analisar.
Você já ficou pensando assim... Será que a modernidade urbana, tecnológica e cultural estão apagando o passado? Se você já pensou alguma vez sobre isto, recomendo ver este filme,. Se não, veja para refletir.
O filme é dividido em três capítulos: o cabelo de clara, o amor de Clara e o câncer de Clara. A história começa em 1980, no aniversário da tia de Clara. Esta está casada, com 3 filhos e recuperando do câncer .Quando Clara é jovem, devemos atentar principalmente pelo cabelo da protagonista, curtinho como de Elis Regina , a grande cantora da época (e segundo minha opinião, que nasci 7 anos depois da morte, a melhor cantora de todos os tempos) e muito à frente do seu tempo. Também devemos atentar para o realismo das cenas ao mostrar como a tia Lucia era desbravadora numa época conservadora.
Quando Clara é mais velha, o filme mostra a luta das pessoas e principalmente de uma grande construtora em convence-la a vender seu apartamento, este que é muito importante para a sua lembrança . Podemos ainda em atentar pela ganância empresarial do mundo contemporâneo, usando estratégias agressivas. Uma cena que merece destaque é o banho dela, ao mostrar o naturalismo da beleza de uma mulher com um peito. Clara tirou a mama nova e nunca quis satisfazer a opinião do outro, por isto continuou com um peito E o final quando ela diz que prefere dar um câncer a ter um câncer, mostra a força dessa feminista que é exemplo para homens e mulheres.
O filme se destaca pelo acerto da trilha sonora, além de boas musicas da MPB e internacionais. A música vem na hora certa. A cena fica até mais encantadora. As trilha sonora é como a ideologia da Clara, aquelas antigas nos deixam lembranças boas e nunca morrem.
O roteiro me encanta pelo simplismo das falas e ao mesmo tempo múltiplo de situações. Cada personagem é bem estruturado, nos envolvendo na história. Um dos problemas do roteiro é que a Clara quer dá lição de moral várias vezes , num certo momento cansa..
A direção é regular, por não inovar como no filme "O som ao redor" e falhar em alguns momentos do filme . Algumas atuações merece destaque como Maeve Jinkings, Allan Souza Lima, Barbara Colen ( faltou indicação ao grande prêmio do cinema brasileiro de atriz coadjuvante) e Thaia Perez. A atriz Sonia Braga está boa no filme, em algumas cenas ela se destaca como o banho e o final do filme, mas não me surpreende( por isto Andrea Horta é a minha favorita no grande Premio do cinema Brasileiro).
Uma lição do filme é ouvir mais os ensinamentos dos meus pais, tios e avós do que a opinião alheia. E existem modernidades que não apagam o passado.
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