O olhar de um jovem solitário



Quando a vi morta ao meu lado, fiquei sem entender o que tinha acontecido. Até que eu lembrei da minha esposa e do meu amigo, saí do carro correndo, sem direção. Quando cheguei na rua á cima, nesse exato momento, um ônibus estava acabando de passar”. Eu o interrompi e perguntei “ Uma coisa eu não estou entendendo. Você disse que saiu de lá para ninguém te descobrir ¿ Mas o carro¿ “. Ele me respondeu mexendo a cabeça “Eu saia com ela ou qualquer outra garota usando um outro carro, eu alugava uma garagem do meu amigo. Eu não andava com a janela aberta, sabe, eu tinha o maior cuidado para ninguém descobrisse”. Ele me explicava com um olhar sério, ás vezes achava que aquela história não está 100% verídica.
                               CAPITULO IV


    “ Bom, voltando a história. Eu subi no ônibus, sem saber qual era a direção, mas minha cabeça estava com o meu verdadeiro amor. Quando um ônibus passou de frente a um hotel, eu percebi que tinha um ponto de táxi. Desci e fui até a casa do meu amigo para pegar o carro. Lá eu me limpei com a mangueira de fora e depois peguei o carro. Quando cheguei em casa, resolvi tomar banho no banheiro do escritório. Depois entrei no quarto sem acordar minha esposa, mas ela me abraçou e perguntou como foi o plantão do hospital. Estava abraçado, pensando o que estaria acontecendo no local do acidente. Duas horas depois que estava deitado, o telefone toca. Eu acordei e ouvi meu amigo gritando o que tinha acontecido. Levantei, sentei no canto da cama e disse o que tinha acontecido. Ela me disse para ajuda-lo e qualquer coisa que acontecesse poderia chama-la. Eu vi uma cena estranha para mim e para os outros era normal. A minha mulher começou a chorar e elogiar a amante do próprio marido. Eu fui abraça-la e chorar pela morte do meu verdadeiro amor. Quando eu fui começar a vestir a roupa, o telefone toca. Era o hospital me chamando, uma das pacientes que eu assisto estava passando mal. Eu pedi para ela ir no meu local, pois o dever me chamava. Fui para o hospital e agora que era para estar no velório, não consegui ir e estou aqui conversando com você”.


     Eu aconselhei a ir no velório e enfrentar o problema. Ele ficou pensando em silêncio por 5 minutos, até que levantou e disse que ia. Quando estava no portão, ele me chamou e disse “Você poderia ir comigo ao velório, você entra primeiro e inventa que era um amigo de Porto Alegre. Tenta descobri o máximo de informações para mim. Eu vou estar lá perto. Quero saber antes de entrar lá, qual a suposta morte dela. Sabe, para me preparar”. Eu fiquei pensando se aceitaria ou não e resolvi dizer sim, principalmente por causa da história. Eu não tinha relação nenhuma com nenhum personagem daquela trama, mas estava cada vez mais envolvido. Ele disse que eu poderia permanecer sentado, enquanto iria trocar de roupa. Em menos de três minutos, me chama para entrar no carro e irmos. Quando ele esperava o portão fechar, ele começou a rezar e disse em voz alta. “Tomara que dê tudo certo lá e que nada de ruim aconteça”.
       Continua no próximo texto.

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